
Quarta, 23 de março de 2011 às 02:11
Cruel quietude da madrugada
suas mãos longe e desamparadas,
me procuram em vão nestas paradas !
Coisas da vida encalhada...
Vida que veio amarrada...
em subterfúgios da madrugada
inquieta,
deitada,
esperando ser massacrada !
Coisas da vida massacrada, fora dos beijos
sem data,
que esperamos fogosos e sem graça !
Que crueldade uma noitada,
onde o prazer se admirava,
por que minhas mãos não te alcançavam !
Coisas da vida desgastada, querendo
um massacre de madrugada,
num prazer de dar dor
numa parada... estação sem fim ...
pegada por pegada !
Beijos entumecidos,
esperando esta noitada,
única esperança de vida criada !
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